quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2010

2010

Um dos melhores anos, se não o melhor.

Já ouviu falar que o ano começa depois do carnaval? Então, bem por isso que não poderia ter começado melhor. Minha boca ficou com gosto de 2014 o ano todo.

Inverno conheci o melhor da vida simples, da vida no campo, Sitio. Esse sim será inesquecível. “Aprendi que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seus amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.” Todos os conselhos e verdades que saíram daquele lugar fizeram muitas coisas mudarem. Aprendi mesmo sobre o que é amizade.

Sim, foi emocionante, mais que qualquer coisa e de todo sentimento que já haviam relatado. O grito de vitória após pegar o diploma foi uma mistura de alivio com saudade. Os colegas todos juntos, sorrisos não faltaram para marcar a data, fotos então, são das mais diversas e das mais lindas. Amigos que conheci que nunca mais vou esquecer, amigos irmãos.

A volta não representou nada, apenar um começo, um recomeço. A essência não mudou em nada, apenas serviu para ter certeza que não vou deixar meu sonho de lado, porque vou ter que cuidar dos sonhos dos outros. Gostei da vida de horários, voltar a ver os velhos rostos que me deixaram saudade, ou até mesmos esses novos rostos cheios de brilho e de cor que esses meninos (as) trazem.

Com o verão a volta do calor, das poucas roupas, das saídas longas, e o reaparecimento. Apenas o reaparecimento e junto, da mesma forma rápida, como chegou, se foi.

Por fim, e não menos importante, nosso acampamento, os calotes, as tequilas, as várias latas, as crianças perturbando, e outras coisas a mais. Ótimo estar ao lado de vocês.

E assim me despeço, me dôo para um ano novo, não pedindo nada. Aprendi a parar com esses sonhos psicodélicos, com essas ilusões de pessoas perfeitas e mudadas. Quero apenas que essa vida continue. Assim, desse jeito.

Que seja doce, que seja intenso, que seja um novo ano!

E que venha 2011!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

E assim eu conheço você. Sempre. Todos os dias e semanas que passamos juntos ou separados acabo achando que em alguma coisa você vai me surpreender, sim, me surpreende. Do mesmo jeito de sempre. Me decepcionando. Faz o seguinte, para nós dois, esquece esse lance de "DOIS", "pra sempre", "amor", tampouco aqueles apelidos "inhos inhos" e encerramos por aqui esse ciclo vicioso que não faz bem para ninguém. Tudo bem, é mais uma vez encerrando, mas ainda acredito, de alguma forma, que algum dia vai encerrar de verdade. E vamos começar algo bom, com outras pessoas, com novas pessoas, com pessoas diferentes, que façam dessa história apenas algo bom de se lembrar. Apenas. Não estou pedindo muito, mas me deixa aqui no meu mundo com minhas histórias e não tente mais fazer parte disso. Já tentamos, já relevamos, já relemos os script’s, e tudo continua igual, até as minhas desculpas, as suas culpas e a opinião dos outros. TUDO IGUAL. A placa diz: “foi boa sua visita, obrigado pelos risos, pelo vinho, pelos beijos, mas agora é hora de ir embora e dessa vez sem olhar para trás, sem parar no caminho e tampouco, pensar que um dia pode ser igual. Apenas vai.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cada segundo, uma surpresa e uma oportunidade.
Não olhe com olhos de ontem, porque o ar está renovado, as folhas estão frescas, tudo está diferente de antes, e teus olhos podem te enganar. Tuas idéias podem te enganar.
Teu problema de ontem, hoje, pode apresentar uma nova perspectiva. Tua perda de ontem pode trazer, hoje, um novo ganho. Será que tú vais enxergar?

Calunga

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luis de Camões

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"Romance pode ser encarado como esporte, mas não como jogo. Pessoas não deveriam ser passatempo de ninguém." #carascomoeu

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pode ser. E pode ser que toda essa história tenha se desenvolvido nos dois segundos em que eu fechei os olhos e não precisei abrir pra saber que você estava lá. Verônica H.

A mudança em todas as coisas é desejável

Procura, diante dos acontecimentos ter as tuas reacções, não as dos outros



Agostinho

Que ele cause e eu quase.

Paulo Leminski

A hora do encontro é também despedida a plataforma desta estação, é a vida.

Milton Nascimento e Fernando Brant

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A emoção, como veio, passou. Bernardo Soares

sábado, 18 de dezembro de 2010

Não deixa ninguém controlar sua vida,
Acorde e repense tudo de novo,
Se libertar do que te atrase a vida,
Agora é hora de virar o jogo.

Lembre-se que eu sempre me importei,
Mas o vento é livre e o tempo vai seguir,
Não importa o que aconteça você terá o seu valor,
Não perca a esperança.

Não deixar ninguém interferir,
Não se anular, viver dias de sol
Não deixar ninguém interferir,
Não se anular, viver dias de sol.

#Dias de Sol

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Pedro Bial

Os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o caráter.

Oscar Wilde

E como duas sacolas plásticas que se enroscam na cidade, no meio do caos, movidos por um breve redemoinho pré-chuva, a gente resolveu que ia se amar. E ninguém sabe melhor sobre nós, que nós. #carascomoeu

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando lôa
Interestelar canoa...

Rapte-me Calameoa

Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

Alberto Caeiro

Nunca pretendi ser senão um sonhador
Fernando Pessoa

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Há saudades nas pernas e nos braços.

Há saudades no cérebro por fora.

Há grandes raivas feitas de cansaços.

Fernando Pessoa

Parece que estou sossegando, estarei talvez para morrer. Há um cansaço novo e brando de tudo quanto quis querer. Fernando Pessoa

Às vezes um homem encontra o seu destino na estrada que tomou para evitá-lo!

(Trama Internacional)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Um dos sonhos mais lindos que já tive :D

sábado, 11 de dezembro de 2010

E será inútil esforçar-se para esquecer - tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes - mas não se pode contar com isso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade.

Clarice Lispector

Felicidade! É inútil buscá-la em qualquer outro lugar que não seja no calor das relações humanas... Só um bom amigo pode levar-nos pela mão e nos libertar.

Antoine de Saint-Exupéry

E é inútil procurar encurtar caminho e querer começar já sabendo que a voz diz pouco, já começando por ser despessoal. Pois existe a trajetória, e a trajetória não é apenas um modo de ir. A trajetória somos nós mesmos. Em matéria de viver, nunca se pode chegar antes. A via-crucis não é um descaminho, é a passagem única, não se chega senão através dela e com ela. A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta, é a glória própria de minha condição. A desistência é uma revelação.

Clarice Lispector

Há entre mim e o mundo uma névoa que impede que eu veja as coisas como verdadeiramente são — como são para os outros. Sinto isto.

Fernando Pessoa

Sou a tua Alma e a mim‑próprio não me contas tudo! Passou ontem uma brisa leve pelo jardim. Trouxe perfumes de outros jardins. Fernando Pessoa

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma? Não sei: já ao acordar estava triste. O dia deu em chuvoso.

Fernando Pessoa

O problema todo: hoje estou querendo ser compreendido. Leminski

Não sei quantas almas tenho.

Cada momento mudei.

Continuamente me estranho.

Nunca me vi nem acabei.

Alberto Caeiro

E eu não passo de uma promessa. Mas sou estrela. Sinto que sou estrela. Espatifada. Sou caco de vidro no chão. Clarice Lispector

Não caio na tolice de ser sincera. Clarice Lipector

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sorte assim sem fim
Porque ninguém percebeu
As marcas de dentes
Aonde você mordeu
Me tem tanto a dizer
Que o tempo eu conto assim
Pra gente comer sentados no chão
Aonde termina esse furacão

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Se o que nos fizer chorar nos ensinar e o que nos fizer sorrir nos incentivar, tudo será bom

victor chaves

Sede como os pássaros que,

ao pousarem um instante sobre ramos muito leves,

sentem-nos ceder,

mas cantam!

Eles sabem que possuem asas.

Victor Hugo

"Quando eu morrer todos vão chorar, todos vão sofrer. Mas um louco fazendeiro me transformará em um lindo pé de maconha. Passará por mim me comprará, me fumará. E verá que mesmo depois de morrer, continuo fazendo a cabeça."

Bob Marley

(kkkk)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Same Mistake

Saw the world turning in my sheets and once again I cannot sleep.

Walk out the door and up the street; look at the stars beneath my feet.

Remember rights that I did wrong, so here I go.

Hello, hello. There is no place I cannot go.

My mind is muddy but my heart is heavy. Does it show?

I lose the track that loses me, so here I go.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Deus fez as pessoas para serem amadas e as coisas para serem usadas;
mas por que amam as coisas e usam as pessoas?

Bob Marley

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O que as mulheres desejam unicamente é ser preferidas

Julie Lespinasse

Não espere nada de ninguem.

É melhor se surpreender do que se decepcionar.

Anônimo

O seu mal pensado, o seu mal olhado, não me faz andar pra trás e nem ficar parado.

Anônimo

"Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz"

Tati Bernardi

Hoje o céu ficou bem nublado, mas depois abriu o maior sol."

Tati Bernardi

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente.

Abraham Lincoln

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tudo numa fobia vã de se fisgar e padecer tudo aquilo de novo.

#Carascomoeu

Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta livros e Jazz, queria saber dançar, troca uma balada pra assistir a Orquestra, gosta de andar até as pernas reclamarem, tem preguiça de filme cult e vê pequenos detalhes onde os outros enxergam cotidiano.

Verônica H.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

La Revancha del Tango (8)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu só acredito mesmo, é no arco-íris,

só ele aparece depois das chuvas pra colorir todo o meu dia.

Não viveria sem sua doce aparição e existência.

É o que justifica minha triste inocência.

Luna Moonares

Quem é você?
Que se esconde, atrás de um nome qualquer,
E faz o homem temer.
Estende a mão,
Trazendo as chuvas,
Tocando o som do trovão,
será que vamos saber?

Cidadão Quem

Quando pensava em parar, o telefone tocou. Então uma voz que eu não ouvia há muito tempo, tanto tempo que quase não a reconheci (mas como poderia esquecê-la?), uma voz amorosa falou meu nome, uma voz quente repetiu que sentia uma saudade enorme, uma falta insuportável, e que queria voltar, pediu, para irmos às ilhas gregas como tínhamos combinado naquela noite. Se podia voltar, insistiu, para sermos felizes juntos. Eu disse que sim, claro que sim, muitas vezes que sim, e aquela voz repetiu e repetia que me queria desta vez ainda mais, de um jeito melhor e para sempre agora.


Caio Fernando Abreu

Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.

Fabrício Carpinejar

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Onde estiver espero que esteja feliz
Encontre seu caminho
Guarde o que foi bom, jogue fora o que restou
Tem horas que não dá pra esconder no olhar
Como as coisas mudam e ficam pra trás
O que era bom hoje não faz mais sentido
É, uma hora isso ia acontecer
A vida cobra e a gente tem que crescer
Me pergunto se você pensa em mim como eu penso em você

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

sábado, 20 de novembro de 2010

Eu tenho tanto poder quanto o Papa,

só não tenho tantas pessoas que acreditam nisso.

George Carlin

Eu não só não sei o que está acontecendo,

mas também não saberia o que fazer se soubesse.

George Carlin

A honestidade pode ser a melhor política, mas é importante lembrar que aparentemente, por eliminação, a desonestidade é a segunda melhor politíca.

George Carlin

O Paradoxo do TEMPO

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios.
Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos cansados, lemos pouco, assistimos TV demais e oramos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das "rapidinhas", dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
LEMBRE-SE...
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado sempre, cada um de nós está exatamente onde devia estar...

George Carlin

Sentámo-nos num sofá
e abraçámos a amizade.
Conversámos na melodia,
de uma lua apagada, a quatro mãos.
(...)
Sinto o sol no coração quando te leio,
quando partilhamos pedaços de nós,
em textos, em frases,
em cânticos de poesia sentida,
vibrante, apaixonada…
(...)
E é quando me deixas
no silêncio da madrugada
que sinto o vazio em mim,
que vou preenchendo com as palavras
que me deixaste...
E assim, vou aquecendo…
Fecho os olhos e durmo serena…
…no meu canto…
(...)

Tália

Amor, amor eu quero só paixão sobre os segredos
Amor, amor, diz que pode depois morde pelas costas sem
querer
Amor, amor, assim como um leão caçando o medo
Amor, amor eu quero só paixão fogo e segredos

Cazuza

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo
Quero apenas contar-te a minha ternura
Ah se em troca de tanta felicidade que me dás
Eu te pudesse repor
-Eu soubesse repor_
No coração despedaçado
As mais puras alegrias de tua infância!

Manuel Bandeira

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei
Que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal

O tempo passa
Ou será que quem passou fui eu
Vou em frente
Não conheço outra direção

O tempo passa
Ou foi o vento que passou então
Vou em frente
Aonde foi que eu perdi o chão

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vi os meus olhos refletidos pelos seus
E as imagens de um futuro que já aconteceu...

Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma.
Você pode voltar e nada ser como antes.
Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém.
Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de algum momento importante na sua vida: formatura, casamento, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido, mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples:
Da sua mãe te chamando pra acordar,
Do seu pai te levando pela mão,
Dos desenhos animados com seu irmão,
Do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural
Do cheiro que você sentia naquele abraço,
Da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver,
E como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura.

Martha Medeiros

Que bom voltar
Que bom te ver
Que bom chegar
Ao nosso lugar...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sem você, sem você

O silêncio dessas horas frias são palavras que não sei dizer

Ainda amo você.

Se tinha que ser assim
Tudo bem
Já passou
Boa sorte pra você
É o fim do nosso amor

Eu sou o brilho dos teus olhos ao me olhar
Sou o teu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou teu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu

Eu sou o teu segredo mais oculto
Teu desejo mais profundo, o teu querer
Tua fome de prazer sem disfarçar
Sou a fonte de alegria, sou o teu sonhar

Eu sou a tua sombra, eu sou teu guia
Sou o teu luar em plena luz do dia
Sou tua pele, proteção, sou o teu calor
Eu sou teu cheiro a perfumar o nosso amor

Eu sou tua saudade reprimida
Sou o teu sangrar ao ver minha partida
Sou o teu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Sou teu ego, tua alma
Sou teu céu, o teu inferno a tua calma
Eu sou teu tudo, sou teu nada
Minha pequena, és minha amada
Eu sou o teu mundo, sou teu poder
Sou tua vida, sou meu eu em você

sábado, 13 de novembro de 2010

Adeus, meu amor, logo nos desconheceremos. Mudaremos os cabelos, amansaremos as feições, apagarei seus gostos e suas músicas. Vamos envelhecer pelas mãos. Não andarei segurando os bolsos de trás de suas calças. Tropeçarei sozinho em meus suspiros, procurando me equilibrar perto das paredes. Esquecerei suas taras, suas vontades, os segredos de família. Riscarei o nosso trajeto do mapa. Farei amizade com seus inimigos. Sua bolsa não se derramará sobre a cadeira. Não poderei me gabar da rapidez em abrir seu sutiã. Vou tirar a barba, falar mais baixo, fazer sinal da cruz ao passar por igrejas e cemitérios. Passarei em branco pelos aniversários de meus pais, já que sempre me avisava. O mar cobrirá o desenho das quadras no inverno. As pombas sentirão mais fome nas praças. Perderei a seqüência de sua manhã - você colocava os brincos por último. Meus dias serão mais curtos sem seus ouvidos. Não acharei minha esperança nas gavetas das meias. Seus dentes estarão mais colados, mais trincados, menos soltos pela língua. Ficarei com raiva de seu conformismo. Perderei o tempo de sua risada. A dor será uma amizade fiel e estranha. Não perceberei seus quilos a mais, seus quilos a menos, sua vontade de nadar na cama ao se espreguiçar. Vou cumprimentá-la com as sobrancelhas e não terei apetite para dizer coisa alguma. Não olharei para trás, para não prometer a volta. Não olharei para os lados, para não ameaçá-la com a dúvida. Adeus, meu amor, a vida não nos pretende eternos. Haverá a sensação de residir numa cidade extinta, de cuidar dos escombros para levantar a nova casa. Adeus, meu amor. Não faremos mais briga em supermercado, nem festa ao comprar um livro. Não puxaremos assunto com os garçons. Não receberemos elogios de estranhos sobre nossas afinidades. Não tocaremos os pés de madrugada. Não tocaremos os braços nos filmes. Não trocaremos de lado ao acordar. Não dividiremos o jornal em cadernos. Não olharemos as vitrines em busca de presentes. O celular permanecerá desligado. Nunca descobriremos ao certo o que nos impediu, quem desistiu primeiro, quem não teve paciência de compreender. Só os ossos têm paciência, meu amor, não a carne, com ânsias de se completar. Não encontrará vestígios de minha passagem no futuro. Abandonará de repente meu telefone. Na primeira recaída, procurará o número na agenda. Não estava em sua agenda. Não se anota amores na agenda. Na segunda recaída, perguntará o que faço aos conhecidos. As demais recaídas serão como soluços depois de tomar muita água. Adeus, meu amor. Terá filhos com outros homens. Terá insônia com outros homens. Desviará de assunto ao escutar meu nome. Adeus, meu amor.

Fabrício Carpinejar

Eu olho em volta e não procuro nada. Só porque eu sei que não há nada. Só porque eu sei que o nada que eu quero tá longe de mim. É tudo um enorme, frio e presente nada. Um vazio do tamanho da minha quase existência. Verônica H.

Hoje, contemplando o fim da tempestade,
Já não recolho os destroços como antes.
Levanto minha cabeça e sigo em frente...
Se tenho que tirar uma lição, fica esta:
O vento só leva, quem se deixa levar....

Rose Felliciano

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

EU LEVO SEU CORAÇÃO COMIGO

Eu levo seu coração comigo

(eu o levo no meu coração)

Eu nunca estou sem ele

(onde quer que eu vá você irá, meu querido;

e o que é feito só por mim é seu feito, meu amado)

Não temo o destino

(pois você é meu destino, meu encanto)

Não quero o mundo

(pela beleza de você ser meu mundo, minha verdade)

E você é tudo o que a lua sempre representou

E tudo que um sol irá louvar será você

Eis o maior segredo que ninguém conhece

(eis a raiz da raiz e o broto do broto

e o céu do céu de uma árvore chamada vida;

que cresce além do que a alma sonharia

ou a mente poderia esconder)

E este é o milagre que mantém as estrelas afastadas

Eu levo seu coração (eu o levo no meu coração)


Autor: E.E. Commungs (
adaptado)

"Qual é o contrário do amor?"

"São tempos difíceis para os sonhadores."

Você foi minha vida, e eu fui apenas, um capítulo da sua.

Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

MEDO DE SE APAIXONAR
Fabrício Carpinejar

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

Fabricio Carpinejar

sábado, 6 de novembro de 2010

Como se sente
De volta ao começo
As falhas, os erros
Tudo tem preço

Como se sente
Na volta por cima
Pensando ao contrário
A vida ensina

Como se sente
Voltando atrás
Aprenda a lição
Nunca diga nunca mais
Como se sente
A falta que faz
O mundo dá voltas
Nunca diga nunca mais

Por mais que se tente
Não dá pra sair
Depois de descobrir
Que não há nada a provar

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar.

Fabricio Carpinejar

Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar.
(trecho de Pais e filhos maridos e esposas II)

Fabrício Carpinejar

Eu não sei evitar amores. Mas também não aprendi a cultivá-los. Estrago um amor em oito dias. Se consigo aquilo que quero, na posso me distrair com a tevê que encontro uma nova coisa para ter. Gabito Nunes - Caras como eu

"Uma pessoa olhando para um celular que não toca - não há cena mais idiota. Os celulares foram justamente inventados para que ninguém precise mais ficar aguardando uma ligação ao lado do telefone."

Fernanda Young

(FÁCIL ASSIM)

O problema é que quero muitas
coisas simples,
então pareço exigente.

Fernanda Young

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Filme: Maluca Paixão

Uma mulher viciada em palavras cruzadas persegue um cameraman a fim de convencê-lo de que ele é o amor de sua vida, no entanto, apenas ela acredita nisso.

Engraçado, assistindo o filme vi o quanto me identifico com a história da personagem...kkkkk

....mas no final ela percebe o quanto é desnecessária e inútil essa corrida. Ela e eu.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Até parece que tudo está no seu lugar, o cotidiano voltou a ser cômodo como sempre foi, os mesmos rostos de sempre, meio vazios, meio falsos e até alegres. Mas uma coisa não mudou, a nostalgia que tanto falo, passa o tempo, os dias, troco de lugares e cidades e fica nisso.

Não desiste de mim.

Por trás de tanta indecisão tem alguém que precisa de companhia mesmo fingindo que não.

Tem alguém que odeia todo mundo num segundo e chora de saudades de todos no segundo seguinte.

E de você principalmente.

Verônica H.

Eu não sei de onde você surgiu. Com uma rapidez absurda, me fez sorrir espontânea, enquanto caia num abismo desconhecido. Minha capacidade de manipular sumiu, minha mania de mentir sumiu, minha vontade de enganar sumiu. Eu fico vulnerável demais enquanto falamos e acho que você sabe disso.

Verônica H.

Não precisa dizer nada. Seu silêncio é meu refúgio e você é minha madrugada fria de outono. Seu sorriso me aquece e nada mais faz sentido sem esses segundos que parecem horas quando estou presa nos seus olhos. Você já não pode ser o que eu quero. Porque você é mais que isso. Você é tudo o que eu queria merecer.

Verônica H.

Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir.

Clarice Lispector

"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece..."

Clarice Lispector

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Não, você não sabe, você não sabe como tentei me interessar pelo desinteressantíssimo

Caio Fernando Abreu

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não consegurás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele(...)

Caio Fernando Abreu

Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.

Caio Fernando Abreu

E tudo que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo (...) que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era.

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ela se arrisca num impulso mais alto, segura com força as correntes enferrujadas e fecha os olhos enquanto o vento gelado paralisa seu rosto.
Cada vez que consegue esvaziar seus pensamentos, ele volta, sorrindo. Era tudo o que ela não precisava, tudo o que ela se esforçava para esquecer.
Talvez se ela arrumasse uma distração mais potente do que a música no último volume, que funcionasse melhor que um banho quente; talvez ele sumisse de vez.
Ou talvez ele voltasse mais forte.

Verônica H.

sábado, 23 de outubro de 2010

Cada fase de mim é como perder o chip do celular e ter que refazer toda a agenda telefônica, aproveitando pra deixar alguns números de fora que você já sabia que nunca ia ligar mas não tinha coragem de apagar. É como reformatar o computador antes de fazer backup e deixar pra trás as fotos do ex que insistia em manter entre documentos e textos. É andar dois passos, voltar meio, sofrer um pouquinho por ser apegada ao antigo e ao mesmo tempo desesperada pelo novo.

Verônica H.

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